As futuras terras de Vicente Pires, antes foram habitadas por índios, e nos anos 70 por fazendeiros. Uma história que ganhou nova densidade a partir de 1989, quando o então Governador José Aparecido, resolveu centralizar para as Colônias Agrícolas Vicente Pires, Samambaia e São José, o processo de expansão da área de produção rural da Colônia Agrícola de Águas Claras. A partir de convênio intermediado pelo GDF e realizado por meio da Fundação Zoobotânica, foi feito um contrato de uso do solo para produção agrícola com cerca de 360 chacareiros, cujo prazo tinha um tempo de uso estipulado em 30 anos.[2]
Essas famílias transferiram-se para essa região, trazendo consigo o sonho da esperança por novos dias, onde os valores se extraiam da certeza da boa convivência com a natureza que seria determinante para o desenvolvimento e crescimento das novas áreas criadas. Aqui se produzia de tudo: hortifrutigranjeiro, hortaliças, leite de cabra e bovino, flores, e vários de tipos de fruta, como a manga, banana, laranja, mexerica, limão e uva, além de milho e feijão. Mas não é só isso, a região também se destacou pela grande produção de vinho e criação de pombos-correio que, aliás, são conhecidos em vários países da Europa, África e América do Sul. A riqueza dessa região se dava não só pela fertilidade do solo, mas, também pela abundância de água, escorridas pelos córregos Vicente Pires e Samambaia e se tivéssemos que ser representados por um pássaro, o tucano seria esse representante, pois é um dos maiores habitantes de nossa fauna e flora.[3]
Em 1989, uma considerável parcela dos chacareiros da região firmou contratos de uso do solo para produção agrícola por meio de um convênio com a antiga Fundação Zoobotânica. O intuito do então governador do Distrito Federal na época era de expandir a área de produção rural da Colônia Agrícola de Águas Claras para a Colônia Agrícola Vicente Pires. No entanto, o crescimento da população de classe média do Distrito Federal gerou um aumento na demanda por moradias, o que resultou no parcelamento e comercialização ilegais das chácaras de Vicente Pires. O enfraquecimento da produção agrícola no local somado ao crescimento acelerado de áreas residenciais converteu a região administrativa - concebida para fins de produção agrícola - em uma área urbana.[3]
A Colônia Agrícola Vicente Pires integrava um polo produtor de hortifrutigranjeiros com base em pequenos produtores e fazia parte da região administrativa de Taguatinga. Vicente Pires foi fundada em 26 de maio de 1989, recebendo a condição de região administrativa, conforme a Lei 4327, de 26 de maio de 2009. Este fato ocorre 20 anos após as primeiras chácaras da antiga colônia agrícola.[4][5]
Vicente Pires passa então a compreender, o Setor Habitacional Vicente Pires, Setor Habitacional Samambaia, Setor Habitacional São José, Setor Habitacional Cana-do-Reino e 26 de setembro..
Algumas ruas foram restauradas, mas a população ainda sofre com a falta de conservação e os buracos de algumas das ruas 03, 04, 05, 08, 10, 12. A região ainda carece de pontos de acesso na área que é servida pela via expressa EPCL, também conhecida por Via Estrutural, por onde os moradores apenas podem sair por ali, visto que o retorno pelo mesmo caminho é dificultado e oneroso e isso seria facilmente resolvido com a construção de uma ponte sobre o córrego que margeia a região, contribuindo com a qualidade de vida dos moradores.
Vicente Pires, ainda conta com duas Associações Comunitária/Organização dos Moradores a AMOVIPE - ASSOCIAÇÃO DOS MORADORES DE VICENTE PIRES, dirigida por Gilberto Camargos, a ASSICON-VP, que é a ASSOCIAÇÃO DOS SINDICOS, SUBSINDICOS, CONDOMÍNIOS E PREFEITURAS COMUNITARIAS, DE VICENTE PIRES E REGIÃO ASSICON-VP, dirigida por seu Presidente Enoque Nunes. e a Associação Comunitária de Vicente Pires (ARVIPS) que defende empresários.
Em maio de 2010, a Administração Regional de Vicente Pires realizou um concurso entre as escolas públicas e particulares da região administrativa com os alunos do 1º ao 9º ano do ensino fundamental para a escolha dos seus símbolos cívicos (bandeira, hino e brasão). O nome dos vencedores e seus respectivos símbolos podem ser encontrados no Diário Oficial do Distrito Federal (seção 01-171 03/09/2010).
A sua população atual é de 96.871 pessoas de acordo com pesquisa do Censo.[4].
A região administrativa predominantemente rural, sofre com a forte especulação imobiliária, aliada ao déficit de moradia para classe média no Distrito Federal, o que culmina com a elevada concentração de condomínios residenciais horizontais.
Fonte: >> Wikipedia: https://pt.wikipedia.org/wiki/Vicente_Pires
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